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2014 – Ano de Júpiter e a Renovação Espiritual

exp_consciênciaJúpiter é o astro que governa os processos de expansão da consciência. Rege dois signos diretamente associados ao tema: em Sagitário, através da religião, da ética, da filosofia e da síntese destes saberes; mas  é em Peixes que ocorre a verdadeira síntese, a fusão do eu pessoal e individual com o todo universal e sem limites. Ou seja, ao buscar ultrapassar as fronteiras, em Sagitário, pode-se chegar a uma situação em que elas simplesmente não existem mais, em Peixes.

asp_jupiterO Ano de Júpiter se inicia de fato quando o Sol, em 2014, ingressar no signo de Áries, em 20/03. Antes disso, Júpiter começará o ano em movimento retrógrado, no signo de Câncer, formando os aspectos apresentados ao lado:

Os aspectos mais importantes são o trígono com Saturno retrógrado, em 24/05; o ingresso em Leão, em 16/07; o cruzamento com a 2ª estação, em 13/09; e o início do movimento retrógrado, em 08/12.

Enquanto permanecer no signo de Câncer, a expectativa é seguir por caminhos já trilhados. Muitas vezes, dá-se continuidade à religião dos pais, até por segurança ou conforto, para não criar conflitos.  A sequência dos aspectos com Marte sugerem o desejo de buscar outros caminhos e, num primeiro momento, os olhares se dirigem para o cônjuge ou a amizade mais importante.

Sob uma ótica mais profunda, há o desejo de reequilibrar ou reajustar o eu interior a um sentido de paz e harmonia encontrado num passado distante, que pode tanto ser na infância como numa vida anterior. As decisões internas provocadoras de ação começam a acontecer em maio, após Marte voltar ao movimento direto e Júpiter formar a terceira conjunção com Saturno. Esta é a época da síntese, dos sonhos místicos e evocadores de transformação dos referenciais internos. Mas o que atrapalha, nesse período, é o desejo de se apossar de qualquer conhecimento adquirido ou ainda, de se manter fiel a dogmas ou preconceitos.

O ingresso de Júpiter em Leão é a grande chave para o crescimento espiritual no correr deste ano. O Sol, regente do ciclo atual (veja mais a respeito em 2014 – O Ano de Júpiter), senhor da autoconsciência, exerce grande influência nas oportunidades que proporciona a partir da segunda metade de julho. Trata-se quase de uma relação algébrica, onde a essência divina ou autoconsciência poderá ser encontrada através da viagem ao mais profundo do ser. Ao invés dos sonhos reveladores, num processo passivo e reflexivo, agora há a ação de dirigir-se à fonte da vida.

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Mas cuidado, Leão é também arrogância, orgulho e vaidade e você pode buscar fora o que deveria ser encontrado dentro. Pode se iludir com gurus que expressam as suas verdades, ao invés de buscar as suas próprias. Ou deixar-se levar por rituais teatralmente elaborados ao invés de celebrar a sua participação na Criação como artista que é.

Especialmente no período compreendido entre 13/09 e 08/12, sinta-se parte do Universo, que a gerado a partir do Fogo. Num primeiro momento, um fogo que purifica, para depois se tornar um fogo que eleva e cria vida.

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Atração e Amor

As maiores crises pessoais que a nossa cultura vive hoje em dia deriva dos relacionamentos ou de sua falta. A sociabilidade bem como, a necessidade de manifestar e expressar os sentimentos em base de troca, reciprocidade e cumplicidade é a maior deficiência da nossa atual sociedade mecanista.

Atendo regularmente a pessoas através da Astrologia e do Tarot e mesmo que este tem não surja como o principal, acaba sempre sendo um enfoque importante. No caso do Tarot, é prioritário. Escrevi um artigo, O que esperar em 2012, onde abordo os principais tópicos e tendências para este ano. Especialmente no primeiro semestre, a ênfase recairá sobre as comunicações, a troca de informações e os assuntos intelectuais. Portanto, favorece a sociabilidade em geral, mas não aos sentimentos. E em outubro, com o ingresso de Saturno em Escorpião, apenas os sentimentos profundos e devidamente enraizados não passarão por dificuldades.

No entanto, cada um continuará a viver dentro de si a força do Amor. É o Amor que atrai para junto de si o que tem valor. A Criação, operada por Deus, é um primeiro ato de Amor, uma vez que nem era necessária. A maior parte dos filhos vem ao mundo por meio de uma relação de amor entre duas pessoas. É igualmente o Amor que nutre a essência daquele ser que um dia se tornará uma pessoa adulta, disoutando espaço com os demais num mundo cada vez mais superficial.

E justamente por sua superficialidade é que o Amor, que precisa de calma, tranquilidade e serenidade para se expressar com ternura através de um carinho, uma troca de olhares ou palavras de apoio ou afeto, que a sociedade se encontra em crise de Amor. A superficialidade é própria da informação, do intelecto e da mente, que tem pressa. Mas é inimiga do Amor. a pressa destrói o Amor na medida em que não oferece tempo para que um possa conhecer ao outro. E a superficialidade não dá tempo também para que as pessoas possam se tocar como resultado da atração que mutuamente se exercem. Aí, fica-se nas paixões, ardentes e incendiárias, mas que satisfazem apenas enquanto acesas. Mas enquanto o Amor subsiste, as paixões se apagam facilmente à menor contrariedade. O Amor se adapta, é maleável. A paixão é individualista, na medida em que busca um prazer instantâneo.

Portanto é preciso desacelerar. Amor é compartilhar o seu existir com o existir de outra pessoa. Não há o que compartilhar se você estiver vazio. Por isso que o primeiro passo é, no silêncio interior, descobrir em profundidade o que você realmente é. Esta é a única maneira sensata de descobrir o que você realmente tem a oferecer e como fazê-lo. Sempre haverá Amor dentro de si, mas se você estiver vazio, em sua relação com o outro, você estará expressando a sua ansiedade e não um Amor verdadeiro.

Esta é uma das razões pelas quais algumas pessoas atraem apenas parceiros(as) errados, com os quais surgem conflitos que resultam em separações. O Amor sempre atrai as pessoas certas, numa relação biunívoca, de encaixe. “Ah… mas eu amo o fulano e ele não me dá a menor atenção…” Não há atração neste caso, e é muito provável que quem diz estar amando vive uma paixão, fruto de uma necessidade. Por mais forte e intenso que seja o Amor, a reciprocidade e a troca de energias resultante opera num clima de harmonia e serenidade.

De fato, não se vive sem Amor. Porém, lembre-se, o verdadeiro Amor precisa de tempo para se fortalecer (afinal, somos humanos). Mas uma vez instalado, só traz boas vibrações e acontecimentos, para ambos. E só atrai o bem, porque amar só faz bem.

Descobrir-se a si mesmo é a maneira mais rápida e fácil para se abrir para um Amor verdadeiro e espontâneo.

 

Qual é o seu destino?

Talvez você pense que a sua vida já esteja determinada.

Talvez não saiba exatamente onde quer chegar ou tenha apenas uma pequena ideia.

Aí você toca a vida da melhor forma possível, mas sem se importar exatamente para onde vai, adotando uma atitude prática e pragmática diante da existência. E se alguém lhe pergunta se é feliz, ergue os seus olhos, com uma expressão de enfado, sem saber responder com certeza.

Mas será que precisa ser mesmo assim? Particularmente, considero que, uma vez que somos dotados de uma alma e, considerando ainda que a alma é um atributo divino, então é ela que traça o destino.

Acima de tudo, destino é saber para onde está indo. É preciso um rumo, uma direção e saber que a escolha de seu destino foi uma decisão sua faz com que você seja responsável pelo trajeto que será percorrido até lá. Não dá para culpar os outros se o destino escolhido por você foi Novosibirsk, na Sibéria, quando queria ir a Bali. Porque não escolheu corretamente quando podia fazê-lo?

Bem, ninguém está aqui a passeio. A Terra não é exatamente um local para passar as férias. Estamos aqui a trabalho, para cumprir uma longa missão que é a de aperfeiçoar a autoconsciência, acumulando-a na alma. Portanto, da mesma forma que no trabalho, precisamos cumprir metas e prazos. A vida humana é bastante curta e temos de aproveitá-la bem.

Você sabe para onde está indo? A maior parte de nós copia modelos. As religiões funcionam assim, na medida em que se inspiram num líder ou expoente que consideram superior aos demais e servem de exemplo a ser seguido. É lógico que, tomados como regras gerais, seus preceitos são sempre válidos, qualquer que seja a religião. Mas a experiência da vida é vivida por cada um, é única e individual.

E você deverá descobrir o que serve para si. Qual é o seu destino? Nesta grande jornada de muitas vidas, qual é a sua proposta? Qual é o seu objetivo? Que caminho resolveu trilhar?

Conhecer-se a si mesmo é a melhor maneira de saber qual é o seu destino. É ouvir a voz do silêncio interior, que nos coloca novamente em contato com a fonte de toda a Eternidade (ou Deus), de onde a alma se originou, em última instância. E neste silêncio, deparar-se com o seu herói, aquele que tem os seus próprios mitos, sem depender dos arquétipos e modelos consagrados pelos demais, mas representa a sua individualidade.

Aquiete a sua mente e em silêncio, depare-se com o seu grandioso destino.

A importância do silêncio

O grande volume de informações faz com que estejamos também submetidos a ruídos de todos os tipos. Há vários artigos e pesquisas atestando que o grau de concentração e a qualidade do raciocínio lógico tem piorado entre as novas gerações.

O fato de lidarem simultaneamente com várias tarefas não implica afirmar que são mais capazes de lidar com problemas complexos: tem se provado justamente o contrário.

Por outro lado, em várias empresas, a meditação vem sendo empregada regularmente como meio de reduzir o stress do cotidiano e melhorar a eficiência dos funcionários ao longo de sua jornada de trabalho. É lógico que o lucro é a principal motivação e não necessariamente o bem estar.

Nuno Cobra, em depoimento sobre Airton Senna, dizia que ele era capaz de se concentrar antes de uma corrida a tal ponto que não ouvia nada mais que o silêncio interior. Ele era um vencedor, com uma enorme capacidade de superar desafios.

Qualquer ato verdadeiramente criativo começa com o silêncio, com o vazio interior. É a taça vazia pronta para receber a inspiração divina e ser preenchida com respostas e soluções inovadoras e diferenciadas. Do contrário, é a poluição sonora e visual a que estamos submetidos todo o tempo.

O místico que ora com fervor, busca este silêncio em seu próprio coração. Fecha-se em torno de si mesmo, desliga-se das amarras do tempo e do espaço para, por uma fração de segundo, obter a centelha da iluminação. Liberta-se assim de qualquer restrição que as coisas do mundo possam lhe proporcionar.

A oração, se conduzida com o coração, é uma meditação que pode levar ao silêncio interior. E como a Natureza não tolera espaços vazio, logo irá preenchê-lo com luz, sabedoria e conhecimento e, especialmente, com criação.

Este é o verdadeiro papel do Homem, da humanidade, ser co-criadora com Deus. Não é preciso ir a um mosteiro no cume de uma montanha para alcançar este estado. Dizia H. S. Lewis, Imperator da AMORC no atual ciclo, que conseguia se isolar mesmo estando no meio de uma multidão e assim encontrar a paz harmonizando com o Sanctum Celestial. Esta é mais uma maneira de se referir a uma espécie de Nirvana criativo.

O silêncio libertador é aquele que o coloca diante das possibilidades aterradoras da luz divina, aquelas que transcendem qualquer restrição imposta pelo mundo da matéria e da substância. E, num mundo voltado para o lucro, aponta o seu ser na direção das verdadeiras prioridades, do que realmente importa, diferenciando aquele ser das pessoas comuns.

Aos olhos dos outros, parecerá um gênio. Como foram Airton Senna e tantos outros, conhecidos ou anônimos.

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