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Páscoas

Diversas tradições e costumes se fundiram até chegarmos à celebração da Páscoa que hoje conhecemos.

Entre os judeus, encontramos diferentes maneiras de celebrar a Páscoa, antes e após o Êxodo. Porém, o costume que prevaleceu foi aquele que recorda a libertação do Egito.

Na Páscoa, o Sol costuma se encontrar próximo de sua Exaltação (19º de Áries), correspondendo ao início do calor, como era percebido pelos povos do Hemisfério Norte. Encontramos costumes associados às suas deusas da fertilidade (Easter/Ostern/Ishtar). E destas tradições que vem a tradição de pintar os ovos.

A Páscoa dos judeus antes do Êxodo tinha conotações semelhantes àquelas dos povos da Europa e Oriente Médio. Tratavam-se duas festas, uma de cunho agrícola e outra pastoril (Festa do Pão Ázimo e Festa do Cordeiro Pascal, respectivamente). Posteriormente, essas celebrações foram reunidas numa única e adaptadas ao novo simbolismo que passaram a representar após a saída do Egito.

Assim, podemos destacar alguns elementos importantes para esta época atual:

As Festas do Pão Ázimo e do Cordeiro Pascal e o Pessach tem uma relação direta com o Egito e a escravidão. Graças a Iahveh, o povo judeu foi liberto do opressor e pode seguir o seu destino. Assim, refere-se à libertação da escravidão e travessia em direção à Terra Prometida.

Os povos nórdicos celebravam Easter/Ostern/Ostara, associado à Deméter e ao início da Primavera. Comemoravam o renascimento, a vida que se renova a cada ano. Por isso a tradição de pintar ovos, até chegarmos ao moderno ovo de Páscoa, feito de chocolate.

A Páscoa cristã ganhou novo significado com a ressurreição de Jesus, quando mergulhou no reino dos mortos, libertou diversas almas e retornou em corpo glorioso.

De certa forma, sob uma ótica judaico/cristã, a associação coma  libertação é clara e definida. Entretanto, não se pode deixar de lado seu significado com os ciclos naturais da Terra e o retorno do calor e a Primavera (no Hemisfério Norte).

A maior proposta da Páscoa é a vitória sobre o frio e a morte, sobre a pobreza e a falta de alimentos depois de um longo período de inverno. A ressurreição de Jesus trouxe ainda um elemento novo: seu sangue derramado na cruz. É através dele que nos tornamos fortes para enfrentar os desafios da vida, enquanto que nos tornamos “um com Ele”. Seu sangue nos purifica dos pecados, nos livra da velha natureza e nos assegura a vitória sobre Satanás.

Quando estiver entre seus familiares ou saboreando um ovo de Páscoa, tente se lembrar dos significados mais profundos desta data.  E se puder, teça alguns comentários com os seus. Do contrário, esta data acabará sendo lembrada apenas pelos ovos.

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