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Nova Era e Transformação

Por onde começa a transformação pessoal? Pelo objetivo. A grandiosidade do objetivo determina a força que será adicionada à intenção de buscar ser o melhor de si mesmo, acima de todas e quaisquer limitações.

A fé é um importante fator impulsionador, pela catarse que provoca nas pessoas, especialmente quando em multidões. Mas não é o único vetor que pode levar à transformação individual: um casamento ou a chegada dos filhos são razões fortes que mudam o comportamento da maior parte das pessoas. Para alguns, atingir o primeiro milhão de dólares é um motivo de transformação tão bom quanto outro qualquer.

No entanto, quando nos referimos a essa tal transformação, o que normalmente nos vem à mente é a transformação espiritual, embora a grande parte dos indivíduos não saiba bem do que se trata. Ouço esta estória ou versões dela há mais de 30 anos, numa espécie de magia da Nova Era (que deve chegar de fato em cerca de 150 anos, segundo dados astronômicos do Observatório de Paris). E nada mudou além da diversidade de nomes que são dados às mesmas técnicas que existem a milênios.

Lee Lehman diz que o que caracteriza uma Nova Era é um revivalismo de crenças que existiam em tempos anteriores, uma espécie de romantismo. Relaciona várias épocas em séculos anteriores em que houve uma “Nova Era”. Se este conceito for levado mais à fundo, percebe-se que a existência de uma “Nova Era” assinala uma insatisfação com o momento atual da existência do ser humano ou até, uma espécie de vazio interior. Bem, até onde sabemos, este “vazio” é inerente da própria natureza humana, qualquer que seja a civilização que pertença e, graças a ela é que surgem os focos de progresso, notadamente no campo do pensamento (Filosofia e Metafísica).

Assim, a Gnose (destituída aqui de qualquer sentido religioso) é ainda o melhor caminho para esta transformação pessoal e Jung construiu um arcabouço respeitável para que cada um pudesse chegar ao seu destino. Suas palavras são difíceis, seu pensamento é complexo, diferentemente das falas e parábolas dos líderes religiosos dos diversos tempos. Porém, voltaram-se para públicos diversos. A religião parece ter mais eco entre as classes economicamente menos favorecidas, em que o inconformismo e o vazio (até a fome) são motivos mais que suficientes para cuidar da transformação pessoal para uma próxima vida, uma vez que esta parece estar condenada.

Entre as classes mais favorecidas, nota-se que é o intelecto que precisa estar primeiramente satisfeito antes de iniciar a transformação de fato. Certos “porques” tem de ser tornados óbvios, lógicos e lúcidos, não basta uma fala bonita.

Será mesmo? Até esta premissa é questionável à luz das redes sociais. Apesar do enorme número de indivíduos que fazem parte destas redes sociais, aglutinando-se em grupos de amigos ou ideias, permanece a sensação de vazio através das frases de auto-ajuda ou pensamentos bonitos, sem a efetiva contraparte em ação transformadora.

Por outro lado, há muitos obreiros (a maior parte deles, pessoas comuns e anônimas), que realizam o seu trabalho em relativo silêncio. Em seus processos de transformação, percebem o quanto estão inseridas nos grupos sociais dos quais fazem parte, como a família e círculo de amizades. Na medida em que se empenham por si, estendem a sua ação transformadora às pessoas que os cercam, como missionários. Suas atitudes são mais importantes que suas palavras e por isso mesmo, acabam causando o impacto desejado junto àqueles com os quais convivem.

É o efeito da vela no quarto escuro: sozinha, tem o poder de iluminar muito em razão da escuridão ao seu redor. Mas, se esta escuridão à sua volta é ainda muito forte e você ainda não conseguiu luz suficiente, não desista… Há vários de nós em busca de uma melhor conexão com que permita a sustentação e o combustível para que estar transformação espiritual ocorra de fato.  Portanto, mantenha a fé em seu objetivo, pois ele vale a pena.

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Motivação e Fé

Porque há tanto cursos motivacionais nos últimos 20 anos?

Olhe para dentro de si mesmo e faça-se esta mesma pergunta… Motivação e fé são complementares. Motivação vem de dentro, requer autoconfiança, uma auto-imagem forte (ou adequada) que leve a sonhos e interesses que estejam alinhados com os seus propósitos.

Mas a fé vem de fora, é uma crença em algo ou alguém maior que você que lhe trará forças quando as suas lhe faltarem. Pode ser num amuleto, numa entidade divina ou numa força mágica.

A fé incendeia e estimula a motivação. Geralmente, ambas são irracionais e aí começa a razão pela qual são precisos tantos cursos para que você se sinta forte e motivado para atingir, não as suas próprias metas, desejos ou sonhos, mas geralmente, aquelas da empresa da qual você faz parte. Por outro lado, ainda mais irracional, é a fé. Acreditar em algo que não se vê e cuja existência é questionada é ainda mais ilógico.

Na verdade, a falta de fé da Humanidade levou à perda da motivação, tomada tanto individual como coletivamente. A mente mecanicista ainda exerce forte influência nos indivíduos e os levam a caminhar a esmo pela vida.

A fé é louca e o lugar dos loucos é isolados do mundo. Mas são os loucos que vislumbram possibilidades onde ninguém mais as enxerga. São os loucos que desafiam o sistema de crenças e dogmas, apresentando alternativas e soluções impensadas. Justamente por serem loucos.

Sem motivação, não há sequer o que perguntar. Sem fé… sem vida. E a existência se torna vazia.em diferentes… ou loucos. Sua fé alimenta a motivação de encontrar respostas.

A rara combinação entre fé e motivação tornou Ayrton Senna o campeão que conhecemos.

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