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O que há de errado?

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Há algo muito estranho ou errado acontecendo com a humanidade

A democracia, um governo que em tese seria do povo e para o povo, transformou-se em pura demagogia alimentada pela propaganda. O sistema econômico ora vigente já se encontra falido, pois não atende à distribuição de renda e tem tornado os ricos ainda mais ricos. São as políticas governamentais assistencialistas que vem diminuindo as diferenças sociais.

Porém, como o número de trabalhadores efetivamente empregados (que pagam os seus impostos) diminui em todo os países, mais cedo ou mais tarde, não haverá dinheiro para redistribuir.

Manifestações populares ocorrm em vários locais do mundo, sempre com um grau de violência acima de qualquer bom senso. E não são apenas as classes menos favorecidas que se insurgem, pois entre os manifestantes, encontramos representantes de várias categorias sociais com uma característica comum: posicionam-se contra a autoridade e as decisões do governo eleito.

manifestacoes_2Ou seja, observamos um crise de representatividade.

Na Ucrânia, a decisão de não ingressar na Comunidade Europeia é o motivo para as cenas de guerra que vemos nas mídias: é o povo contra a polícia. No Egito, são também as minorias que vem se manifestado contra os resultados das eleições. Na França, os protestos são dirigidos ao presidente recém-eleito.

E no Brasil, especialmente em São Paulo e no Rio de Janeiro, os Black Blocks são uma minoria que se mistura aos manifestantes que, legítima e pacificamente se reúnem para defenderem seus pontos de vista. Presenciei a concentração no vão do MASP, absolutamente tranquila. Acompanhei o restante da manifestação através de três noticiários diferentes na Internet. Foi noticiado que um grupo de baderneiros se juntou à frente dos manifestantes que seguiam pacificamente pela Av. Brigadeiro Luiz Antonio. Foi este grupo que enfrentou os policiais diante do Theatro Municipal e,em seu na sequência, quebrou agências bancárias, concessionárias e algumas entradas de prédios em seu caminho até a Rua Augusta.

manifestacoes_3Quando chegaram  à Praça Roosevelt, onde queimaram um carro, estavam do lado de casa. Ouvimos o barulho das vidraças sendo quebradas a pouco mais de 100 metros de onde moramos. O helicóptero da polícia pairou durante cerca de uma hora sobre um prédio diante do nosso. Pouco antes, policiais de moto apreenderam pessoas que fugiam por uma rua pouco movimentada entre a Augusta e a Nove de Julho. Nesta mesma região, em junho do ano passado, manifestantes e policiais se confrontaram em cenas típicas do Iraque ou Síria.

E hoje, as notícias vem dando maior importância ao episódio onde um grupo de policiais atirou num suposto baderneiro.

Porém, minhas questões vão em outra direção:

  • manifestacoes_4Que ética é esta que minimiza os danos causados às propriedades privadas durante as manifestações? Com exceção da agência da CEF, todas as demais depredações atingiram bens particulares que não tem relação com o governo ou com a própria Copa do Mundo.
  • Os governantes vem sendo eleitos com margens apertadas, o que permite questionar a sua representatividade. Se não detém maioria, a “minoria” corresponde a uma parcela expressiva da sociedade. É o que ocorreu na Alemanha e também já está acontecendo no Brasil. Aí eu pergunto se não existe um outro modelo de governo mais representativo? Está claro que os atualmente existentes, mesmo diante de populações menores, não conseguem mais este feito.

Talvez o “buraco” seja mesmo mais embaixo, e estejamos mesmo precisando de uma ética unificadora, papel exercido anteriormente pela religião, igualmente pulverizada e sem força suficiente para agregar seja o que for.

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Manifestações pelo aumento das tarifas de ônibus

Hoje eu e minha família nos sentimos angustiados e aflitos com os eventos que ocorriam lá fora. Era cerca de 17:30 horas quando os manifestantes começaram o confronto com os policiais a poucos metros de nossa residência. Vários helicópteros sobrevoavam o local. Ouvíamos tiros, fogos, explosões e os gritos (palavras de ordem).

A uma dado momento, o barulho se intensificou e chegaram a subir na rua onde moramos. Jogaram o lixo das lixeiras foi parar na rua, talvez para servir de barricada e até ser incendiado, como víamos na TV. A um dado instante, assustada, minha mulher avisa que estavam subindo pela rua de trás, normalmente, um local isolado e tranquilo.

O grande objetivo era a Paulista, poucas quadras daqui. E para atingir este intento, aquela massa humana impedida pela polícia, quebrava o que via pela frente ou usava para atirar nos policiais. As cenas estão disponíveis na internet. Estamos numa região onde existem quase 30 hospitais, próximos à ligação Leste-Oeste, junto ao Centro da cidade. Próximo daqui, desembocam as Avenidas 23 de Maio e Nove de Julho, em direção ao Vale do Anhagabaú e à Avenida Prestes Maia. No horário do pico da confusão, cerca das 18:30 horas, estas vias costumam estar bem congestionadas, ônibus e metrô cheios das pessoas retornando aos seus lares.

Contudo, estes manifestantes, por quase seis horas, tomaram conta desta região central da cidade e impediam que as pessoas que nada tinham a ver com esta estória retornassem as suas famílias. São Paulo tem um pouco mais de 11 milhões de habitantes. Imagine que cerca de 5000 pessoas estivessem nesta manifestação e faça a conta para saber o percentual: menos de 0,05% da população prejudicando o direito de ir e vir de 99,95% que pagaram as tarifas e apenas desejavam retornar para os seus lares.

Quero deixar o meu ponto de vista: não sou contra nenhuma manifestação e eu mesmo já participei de várias. Também já participei de greves. Mas sou contra de qualquer manifestação que restrinja os direitos dos demais. E, quando a baderna se instalou, o que se viu entre os manifestantes foram atos de violência e vandalismo.

Depois que tudo se acalmou, a rotina da família voltou à normalidade, resolvi dar uma olhada no mapa dos Trânsitos e de São Paulo.

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O mapa acima corresponde ao horário programado em que os manifestantes se reuniam na Praça Ramos e considerado o início da manifestação de hoje. Trata-se de uma 4ª feira, dia de Mercúrio, na hora de Júpiter. Mal sinal, porque como um não “fala” com o outro, é um indicador de falta de entendimento. O fato de Sol e Júpiter se encontrarem na Casa VII já dá uma ideia de confronto, de adversários, especialmente considerando que Júpiter governa o Ascendente.

Ou seja, ideais vazios colocam os manifestantes como adversários da cidade. Ainda, Gêmeos é o signo zodiacal das vias públicas. Mercúrio, em Câncer, governado pela Lua em Leão é uma sugestão de que o povo já vinha enfrentando problemas (com algum bom humor e paciência) para se deslocar pela cidade. Mais cedo, houve uma greve dos trens.

Esta Lua, no entanto, separa-se de Marte e aplica-se ao Sol, sugerindo beligerância e conflitos, possivelmente sendo mal recebida pela população em geral. Também indica as várias prisões e incidentes envolvendo pessoas da imprensa (repórteres, fotógrafos, cinegrafistas).

Mas vamos juntar com o mapa da cidade de São Paulo. Uso um mapa ajustado cuja explicação completa pode ser encontrada no Site Constelar. Nele, encontramos Ascendente em Áries que, neste caso, não apenas sugere o pioneirismo e industrialização (locomotiva do país), mas também a sua independência com relação à federação (Revolução Constitucionalista de 1932). O lema da cidade é alusivo: “Conduzo, não sou conduzido”.

Nas Progressões Secundárias (Placidus), o Sol se separa de uma quadratura com Mercúrio e se aplica à Marte, ambos natais. Um bom indicador de assuntos sérios envolvendo as vias de transporte e o destaque que este evento acabou obtendo, inclusive na imprensa internacional.

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Observe que a Lua se encontra em oposição exata ao Marte Natal, clara indicação de confronto e do papel da polícia em conter os manifestantes exaltados. O signo da Lua, nestas condições, acrescenta a possibilidade de chamas abertas, como vimos pela TV.

Apesar de não se encontrar representado, o Ascendente da ocasião é Sagitário. Várias faculdades tiveram de suspender as aulas (e as provas) ao fechar as suas portas para não serem depredadas. Note que o Sol em Gêmeos, na Casa III Natal e VII do Trânsito indica esta oposição entre manifestantes e instituições de ensino superior.

Pergunta-se se era possível prever esta condição para a cidade. De certo modo, sim, uma vez que, seja nas Progressões Secundárias como nos Trânsitos, Marte se encontra forte e governando vários planetas importantes.

E justamente ao avaliar as Progressões Secundárias é que acredito que teremos ainda outras manifestações e greves ao longo do ano, contudo, de trabalhadores e não de vândalos e desocupados que não andam de transporte público.

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