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Atração e Amor

As maiores crises pessoais que a nossa cultura vive hoje em dia deriva dos relacionamentos ou de sua falta. A sociabilidade bem como, a necessidade de manifestar e expressar os sentimentos em base de troca, reciprocidade e cumplicidade é a maior deficiência da nossa atual sociedade mecanista.

Atendo regularmente a pessoas através da Astrologia e do Tarot e mesmo que este tem não surja como o principal, acaba sempre sendo um enfoque importante. No caso do Tarot, é prioritário. Escrevi um artigo, O que esperar em 2012, onde abordo os principais tópicos e tendências para este ano. Especialmente no primeiro semestre, a ênfase recairá sobre as comunicações, a troca de informações e os assuntos intelectuais. Portanto, favorece a sociabilidade em geral, mas não aos sentimentos. E em outubro, com o ingresso de Saturno em Escorpião, apenas os sentimentos profundos e devidamente enraizados não passarão por dificuldades.

No entanto, cada um continuará a viver dentro de si a força do Amor. É o Amor que atrai para junto de si o que tem valor. A Criação, operada por Deus, é um primeiro ato de Amor, uma vez que nem era necessária. A maior parte dos filhos vem ao mundo por meio de uma relação de amor entre duas pessoas. É igualmente o Amor que nutre a essência daquele ser que um dia se tornará uma pessoa adulta, disoutando espaço com os demais num mundo cada vez mais superficial.

E justamente por sua superficialidade é que o Amor, que precisa de calma, tranquilidade e serenidade para se expressar com ternura através de um carinho, uma troca de olhares ou palavras de apoio ou afeto, que a sociedade se encontra em crise de Amor. A superficialidade é própria da informação, do intelecto e da mente, que tem pressa. Mas é inimiga do Amor. a pressa destrói o Amor na medida em que não oferece tempo para que um possa conhecer ao outro. E a superficialidade não dá tempo também para que as pessoas possam se tocar como resultado da atração que mutuamente se exercem. Aí, fica-se nas paixões, ardentes e incendiárias, mas que satisfazem apenas enquanto acesas. Mas enquanto o Amor subsiste, as paixões se apagam facilmente à menor contrariedade. O Amor se adapta, é maleável. A paixão é individualista, na medida em que busca um prazer instantâneo.

Portanto é preciso desacelerar. Amor é compartilhar o seu existir com o existir de outra pessoa. Não há o que compartilhar se você estiver vazio. Por isso que o primeiro passo é, no silêncio interior, descobrir em profundidade o que você realmente é. Esta é a única maneira sensata de descobrir o que você realmente tem a oferecer e como fazê-lo. Sempre haverá Amor dentro de si, mas se você estiver vazio, em sua relação com o outro, você estará expressando a sua ansiedade e não um Amor verdadeiro.

Esta é uma das razões pelas quais algumas pessoas atraem apenas parceiros(as) errados, com os quais surgem conflitos que resultam em separações. O Amor sempre atrai as pessoas certas, numa relação biunívoca, de encaixe. “Ah… mas eu amo o fulano e ele não me dá a menor atenção…” Não há atração neste caso, e é muito provável que quem diz estar amando vive uma paixão, fruto de uma necessidade. Por mais forte e intenso que seja o Amor, a reciprocidade e a troca de energias resultante opera num clima de harmonia e serenidade.

De fato, não se vive sem Amor. Porém, lembre-se, o verdadeiro Amor precisa de tempo para se fortalecer (afinal, somos humanos). Mas uma vez instalado, só traz boas vibrações e acontecimentos, para ambos. E só atrai o bem, porque amar só faz bem.

Descobrir-se a si mesmo é a maneira mais rápida e fácil para se abrir para um Amor verdadeiro e espontâneo.

 

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