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Motivação e Fé

Porque há tanto cursos motivacionais nos últimos 20 anos?

Olhe para dentro de si mesmo e faça-se esta mesma pergunta… Motivação e fé são complementares. Motivação vem de dentro, requer autoconfiança, uma auto-imagem forte (ou adequada) que leve a sonhos e interesses que estejam alinhados com os seus propósitos.

Mas a fé vem de fora, é uma crença em algo ou alguém maior que você que lhe trará forças quando as suas lhe faltarem. Pode ser num amuleto, numa entidade divina ou numa força mágica.

A fé incendeia e estimula a motivação. Geralmente, ambas são irracionais e aí começa a razão pela qual são precisos tantos cursos para que você se sinta forte e motivado para atingir, não as suas próprias metas, desejos ou sonhos, mas geralmente, aquelas da empresa da qual você faz parte. Por outro lado, ainda mais irracional, é a fé. Acreditar em algo que não se vê e cuja existência é questionada é ainda mais ilógico.

Na verdade, a falta de fé da Humanidade levou à perda da motivação, tomada tanto individual como coletivamente. A mente mecanicista ainda exerce forte influência nos indivíduos e os levam a caminhar a esmo pela vida.

A fé é louca e o lugar dos loucos é isolados do mundo. Mas são os loucos que vislumbram possibilidades onde ninguém mais as enxerga. São os loucos que desafiam o sistema de crenças e dogmas, apresentando alternativas e soluções impensadas. Justamente por serem loucos.

Sem motivação, não há sequer o que perguntar. Sem fé… sem vida. E a existência se torna vazia.em diferentes… ou loucos. Sua fé alimenta a motivação de encontrar respostas.

A rara combinação entre fé e motivação tornou Ayrton Senna o campeão que conhecemos.

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A importância do silêncio

O grande volume de informações faz com que estejamos também submetidos a ruídos de todos os tipos. Há vários artigos e pesquisas atestando que o grau de concentração e a qualidade do raciocínio lógico tem piorado entre as novas gerações.

O fato de lidarem simultaneamente com várias tarefas não implica afirmar que são mais capazes de lidar com problemas complexos: tem se provado justamente o contrário.

Por outro lado, em várias empresas, a meditação vem sendo empregada regularmente como meio de reduzir o stress do cotidiano e melhorar a eficiência dos funcionários ao longo de sua jornada de trabalho. É lógico que o lucro é a principal motivação e não necessariamente o bem estar.

Nuno Cobra, em depoimento sobre Airton Senna, dizia que ele era capaz de se concentrar antes de uma corrida a tal ponto que não ouvia nada mais que o silêncio interior. Ele era um vencedor, com uma enorme capacidade de superar desafios.

Qualquer ato verdadeiramente criativo começa com o silêncio, com o vazio interior. É a taça vazia pronta para receber a inspiração divina e ser preenchida com respostas e soluções inovadoras e diferenciadas. Do contrário, é a poluição sonora e visual a que estamos submetidos todo o tempo.

O místico que ora com fervor, busca este silêncio em seu próprio coração. Fecha-se em torno de si mesmo, desliga-se das amarras do tempo e do espaço para, por uma fração de segundo, obter a centelha da iluminação. Liberta-se assim de qualquer restrição que as coisas do mundo possam lhe proporcionar.

A oração, se conduzida com o coração, é uma meditação que pode levar ao silêncio interior. E como a Natureza não tolera espaços vazio, logo irá preenchê-lo com luz, sabedoria e conhecimento e, especialmente, com criação.

Este é o verdadeiro papel do Homem, da humanidade, ser co-criadora com Deus. Não é preciso ir a um mosteiro no cume de uma montanha para alcançar este estado. Dizia H. S. Lewis, Imperator da AMORC no atual ciclo, que conseguia se isolar mesmo estando no meio de uma multidão e assim encontrar a paz harmonizando com o Sanctum Celestial. Esta é mais uma maneira de se referir a uma espécie de Nirvana criativo.

O silêncio libertador é aquele que o coloca diante das possibilidades aterradoras da luz divina, aquelas que transcendem qualquer restrição imposta pelo mundo da matéria e da substância. E, num mundo voltado para o lucro, aponta o seu ser na direção das verdadeiras prioridades, do que realmente importa, diferenciando aquele ser das pessoas comuns.

Aos olhos dos outros, parecerá um gênio. Como foram Airton Senna e tantos outros, conhecidos ou anônimos.

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