Motivação e Fé

Porque há tanto cursos motivacionais nos últimos 20 anos?

Olhe para dentro de si mesmo e faça-se esta mesma pergunta… Motivação e fé são complementares. Motivação vem de dentro, requer autoconfiança, uma auto-imagem forte (ou adequada) que leve a sonhos e interesses que estejam alinhados com os seus propósitos.

Mas a fé vem de fora, é uma crença em algo ou alguém maior que você que lhe trará forças quando as suas lhe faltarem. Pode ser num amuleto, numa entidade divina ou numa força mágica.

A fé incendeia e estimula a motivação. Geralmente, ambas são irracionais e aí começa a razão pela qual são precisos tantos cursos para que você se sinta forte e motivado para atingir, não as suas próprias metas, desejos ou sonhos, mas geralmente, aquelas da empresa da qual você faz parte. Por outro lado, ainda mais irracional, é a fé. Acreditar em algo que não se vê e cuja existência é questionada é ainda mais ilógico.

Na verdade, a falta de fé da Humanidade levou à perda da motivação, tomada tanto individual como coletivamente. A mente mecanicista ainda exerce forte influência nos indivíduos e os levam a caminhar a esmo pela vida.

A fé é louca e o lugar dos loucos é isolados do mundo. Mas são os loucos que vislumbram possibilidades onde ninguém mais as enxerga. São os loucos que desafiam o sistema de crenças e dogmas, apresentando alternativas e soluções impensadas. Justamente por serem loucos.

Sem motivação, não há sequer o que perguntar. Sem fé… sem vida. E a existência se torna vazia.em diferentes… ou loucos. Sua fé alimenta a motivação de encontrar respostas.

A rara combinação entre fé e motivação tornou Ayrton Senna o campeão que conhecemos.

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Atração e Amor

As maiores crises pessoais que a nossa cultura vive hoje em dia deriva dos relacionamentos ou de sua falta. A sociabilidade bem como, a necessidade de manifestar e expressar os sentimentos em base de troca, reciprocidade e cumplicidade é a maior deficiência da nossa atual sociedade mecanista.

Atendo regularmente a pessoas através da Astrologia e do Tarot e mesmo que este tem não surja como o principal, acaba sempre sendo um enfoque importante. No caso do Tarot, é prioritário. Escrevi um artigo, O que esperar em 2012, onde abordo os principais tópicos e tendências para este ano. Especialmente no primeiro semestre, a ênfase recairá sobre as comunicações, a troca de informações e os assuntos intelectuais. Portanto, favorece a sociabilidade em geral, mas não aos sentimentos. E em outubro, com o ingresso de Saturno em Escorpião, apenas os sentimentos profundos e devidamente enraizados não passarão por dificuldades.

No entanto, cada um continuará a viver dentro de si a força do Amor. É o Amor que atrai para junto de si o que tem valor. A Criação, operada por Deus, é um primeiro ato de Amor, uma vez que nem era necessária. A maior parte dos filhos vem ao mundo por meio de uma relação de amor entre duas pessoas. É igualmente o Amor que nutre a essência daquele ser que um dia se tornará uma pessoa adulta, disoutando espaço com os demais num mundo cada vez mais superficial.

E justamente por sua superficialidade é que o Amor, que precisa de calma, tranquilidade e serenidade para se expressar com ternura através de um carinho, uma troca de olhares ou palavras de apoio ou afeto, que a sociedade se encontra em crise de Amor. A superficialidade é própria da informação, do intelecto e da mente, que tem pressa. Mas é inimiga do Amor. a pressa destrói o Amor na medida em que não oferece tempo para que um possa conhecer ao outro. E a superficialidade não dá tempo também para que as pessoas possam se tocar como resultado da atração que mutuamente se exercem. Aí, fica-se nas paixões, ardentes e incendiárias, mas que satisfazem apenas enquanto acesas. Mas enquanto o Amor subsiste, as paixões se apagam facilmente à menor contrariedade. O Amor se adapta, é maleável. A paixão é individualista, na medida em que busca um prazer instantâneo.

Portanto é preciso desacelerar. Amor é compartilhar o seu existir com o existir de outra pessoa. Não há o que compartilhar se você estiver vazio. Por isso que o primeiro passo é, no silêncio interior, descobrir em profundidade o que você realmente é. Esta é a única maneira sensata de descobrir o que você realmente tem a oferecer e como fazê-lo. Sempre haverá Amor dentro de si, mas se você estiver vazio, em sua relação com o outro, você estará expressando a sua ansiedade e não um Amor verdadeiro.

Esta é uma das razões pelas quais algumas pessoas atraem apenas parceiros(as) errados, com os quais surgem conflitos que resultam em separações. O Amor sempre atrai as pessoas certas, numa relação biunívoca, de encaixe. “Ah… mas eu amo o fulano e ele não me dá a menor atenção…” Não há atração neste caso, e é muito provável que quem diz estar amando vive uma paixão, fruto de uma necessidade. Por mais forte e intenso que seja o Amor, a reciprocidade e a troca de energias resultante opera num clima de harmonia e serenidade.

De fato, não se vive sem Amor. Porém, lembre-se, o verdadeiro Amor precisa de tempo para se fortalecer (afinal, somos humanos). Mas uma vez instalado, só traz boas vibrações e acontecimentos, para ambos. E só atrai o bem, porque amar só faz bem.

Descobrir-se a si mesmo é a maneira mais rápida e fácil para se abrir para um Amor verdadeiro e espontâneo.

 

Desacelerar

Dezembro é um mês de pressa, de correria, parece faltar tempo para realizar todas as atividades programadas. Com a Internet e a TV, as diferenças entre as culturas são cada vez menores e é possível encontrar o Papai Noel criado pela Coca Cola no início do século XX até na China. Apesar do costume de dar presentes no Natal esteja associado aos Reis Magos (data comemorada em 06/01) e das promessas em não contrair novas dívidas, vivemos numa sociedade de consumo e, a cada final de ano, acabamos produzindo uma enorme quantidade de lixo. É bastante provável que a quantidade de resíduos gerados ao longo do mês de dezembro e despejados ao longo do ano seja a maior de todos os meses.

O planeta vem esgotando a sua capacidade de renovação e há várias décadas que os economistas estão cientes de que é preciso desacelerar a economia mundial. Uma medida desta natureza, entretanto, está na contramão do que apregoa o Mercado. Entretanto, esta roda viva de produção-consumo-renovação chegou ao seu limite ou até o ultrapassou. Consumimos cerca de 1,5 vezes o que a Terra produz em um ano. E neste mesmo período, descartamos cerca de 70% do que compramos. Este lixo é deixado cada vez mais longe das grandes cidades. Em São Paulo, há lixões que ficam a 500 km da capital, contaminando regiões que não tem nenhuma relação com aquele consumo.

Da mesma forma que o ritmo de produção é alucinante, o cérebro é forçado a acompanhar um ritmo extremamente veloz de informações. Surgiu a geração “multi-tarefa”, que realiza várias coisas ao mesmo tempo, com pouca capacidade de concentração e foco e, por isso mesmo, superficial na análise de dados e informações. Trata-se de uma geração que está desaprendendo a pensar e refletir. Como tem pressa, não persistem ou insistem, pois buscam resultados imediatos.

O que esta geração não percebe é que com a mesma rapidez que ingressam no mercado de trabalho, acabam igualmente saindo dele mais cedo. Vários, tornam-se empreendedores individuais. Alguns até obtém sucesso graças à criatividade e à percepção dos nichos que podem ocupar. A grande maioria, porém, torna-se satélite ao ingressar no mercado de serviços. Vivem então na outra ponta de um mundo cada vez mais corporativo, ficam de fora, em sua maioria.

Esta equação torna-se ainda mais cruel quando tomamos a expectativa de vida crescente. Assim, o indivíduo ingressa no mercado de trabalho pouco depois do 20, sai dele logo após os 40 anos, mas viverá por mais 40 anos em condições muitas vezes inferiores àquelas em que contava com maior vigor físico.

Só há uma solução: desacelerar.

Onde você está?

Paradoxo: trocam-se mensagens positivas nas redes sociais ao mesmo tempo em que ocorrem todos os tipos de violências nas ruas. Pelo mundo afora, a fome e a miséria continuam existindo como fantasmas bem vivos, agora, também nos quintais da América e Europa.

A crise vivida pela humanidade é muito maior que aquela da escassez dos recursos naturais.

Trata-se de uma verdadeira crise de CONSCIÊNCIA: o ser humano esvaziou-se…

A humanidade perdeu o seu rumo, não sabe para onde vai, qual o seu destino. Filósofos como Sócrates e Platão, gênios como Vinci, Galileu ou Newton não tem mais encarnado neste mundo. Ainda surgem indivíduos como Steve Jobs, que já foi para outros planos. Mas a humanidade entrou em fase de anonimato, na era dos pseudônimos, nicks e avatares, onde o virtual ocupa mais tempo e espaço que o real.

Aí, num mundo de fantasias, cada um vive mais as suas próprias, compartilhadas pela rede, do que tentar torná-las reais neste mundo.

Desafio: descobrir quem você é verdadeiramente.Para isso, você precisa saber qual é o seu destino e como ele se liga com aquele da humanidade, uma vez que não estamos dissociados dela.

O mundo real é aquele do trabalho e das contas a pagar. Ou ainda, das relações e responsabilidades familiares, mas também, do lazer e da brincadeira. No mundo verdadeiro, temos de andar de vidros fechados para evitar assaltos nas ruas e avenidas. Mas é neste mesmo mundo que existem muitas ações positivas de pessoas, grupos e organizações em prol dos menos favorecidos.

Ah! Sonhar é muito bom e importante! Pois são os sonhos que permitem o progresso da civilização.

Mas sem a contrapartida da evolução humana, ela se torna vazia, oca e por isso mesma, efêmera: um mundo do faz de conta…

De certa forma, faltam até líderes e heróis. Porém, o tema é mais denso: falta conexão com o seu verdadeiro eu.

 

Qual é o seu destino?

Talvez você pense que a sua vida já esteja determinada.

Talvez não saiba exatamente onde quer chegar ou tenha apenas uma pequena ideia.

Aí você toca a vida da melhor forma possível, mas sem se importar exatamente para onde vai, adotando uma atitude prática e pragmática diante da existência. E se alguém lhe pergunta se é feliz, ergue os seus olhos, com uma expressão de enfado, sem saber responder com certeza.

Mas será que precisa ser mesmo assim? Particularmente, considero que, uma vez que somos dotados de uma alma e, considerando ainda que a alma é um atributo divino, então é ela que traça o destino.

Acima de tudo, destino é saber para onde está indo. É preciso um rumo, uma direção e saber que a escolha de seu destino foi uma decisão sua faz com que você seja responsável pelo trajeto que será percorrido até lá. Não dá para culpar os outros se o destino escolhido por você foi Novosibirsk, na Sibéria, quando queria ir a Bali. Porque não escolheu corretamente quando podia fazê-lo?

Bem, ninguém está aqui a passeio. A Terra não é exatamente um local para passar as férias. Estamos aqui a trabalho, para cumprir uma longa missão que é a de aperfeiçoar a autoconsciência, acumulando-a na alma. Portanto, da mesma forma que no trabalho, precisamos cumprir metas e prazos. A vida humana é bastante curta e temos de aproveitá-la bem.

Você sabe para onde está indo? A maior parte de nós copia modelos. As religiões funcionam assim, na medida em que se inspiram num líder ou expoente que consideram superior aos demais e servem de exemplo a ser seguido. É lógico que, tomados como regras gerais, seus preceitos são sempre válidos, qualquer que seja a religião. Mas a experiência da vida é vivida por cada um, é única e individual.

E você deverá descobrir o que serve para si. Qual é o seu destino? Nesta grande jornada de muitas vidas, qual é a sua proposta? Qual é o seu objetivo? Que caminho resolveu trilhar?

Conhecer-se a si mesmo é a melhor maneira de saber qual é o seu destino. É ouvir a voz do silêncio interior, que nos coloca novamente em contato com a fonte de toda a Eternidade (ou Deus), de onde a alma se originou, em última instância. E neste silêncio, deparar-se com o seu herói, aquele que tem os seus próprios mitos, sem depender dos arquétipos e modelos consagrados pelos demais, mas representa a sua individualidade.

Aquiete a sua mente e em silêncio, depare-se com o seu grandioso destino.

Sobre a força do Amor

O que faria com que você ficasse sem quaisquer referências?

É um atributo? Um bem? Uma pessoa? Ou situação?

O que realmente importante a ponto de você sentir uma verdadeira sensação de vazio? Tão vazio que possa ser preenchido por algo inteiramente novo? É bastante comum as pessoas se sentirem sozinhas e vazias, esperando para serem preenchidas pelo amor de outra pessoa. De fato, o amor é a energia primordial que move todas as coisas, em seus mais diversos níveis energéticos e vibratórios. Podemos começar com o amor de Deus e daí seguirmos baixando as vibrações até chegarmos ao nível do amor que atrai as pessoas entre si. Mas também, as moléculas e as partículas que as compõem.

O amor se encontra presente em todo o Universo. Curiosamente, um dos símbolos mais antigos para o amor é a taça. Quando preenchida, ela derrama abundantemente.

Gostaria de compartilhar o Salmo 111, do Livro V, em sua versão traduzida do hebraico:

  1. Haleluiá! Louvado seja o Eterno! Com a plenitude de meu coração, renderei graças ao Eterno, em meio aos justos que se congregam para louvá-Lo.
  2. Grandes são os feitos do Eterno, admirados pelos que neles se comprazem.
  3. Esplêndida e majestosa é Sua obra, e por todo o sempre perdura Sua justiça.
  4. Registradas como num memorial estão Suas maravilhas; clemente e misericordioso é o Eterno.
  5. Provê o sustento dos que O temem; tem sempre presente a lembrança de Sua aliança.
  6. Revelou a Seu povo o poder de Seus feitos, para lhes conceder a herança das nações.
  7. Verdadeiras e justas são todas as Suas obras e fidedignos são todos os Seus preceitos.
  8. Válidos são para toda a eternidade, plenos de retidão e justiça.
  9. Redenção enviou a Seu povo, e Sua aliança estabeleceu para todo o sempre; sagrado e temível é o Seu Nome.
  10. O temor ao Eterno e a plena compreensão de Seus mandamentos são a base da sabedoria. Seu louvor perdura para sempre.

Este Salmo é utilizado para atrair a pessoa amada, a pessoa certa. Primeiro, esvazie-se de quaisquer pensamentos. Controle a sua respiração, aquiete o seu espírito. Acompanhe os batimentos cardíacos e quando estiver bem relaxado, eleve a sua atenção ou consciência para o Eterno (sem dizer ou pensar uma palavra sequer).

Reze então o Salmo acima, que possui uma ordem própria e está relacionado com as esferas da Árvore da Vida, podendo-se ser projetado como uma tatuagem sobre o corpo. Mas faça isso apenas se souber onde se localizam as esferas, uma vez que isto não é essencial.

Ao terminar de recitar o Salmo, trace uma linha entre o seu coração e o 3º olho, localizado pouco acima das sobrancelhas e projete-o para frente, na direção de uma imagem idealizada do(a) companheiro(a). Uma imagem do Tarot pode ajudar; use o Imperador ou a Imperatriz, conforme o caso. As linhas formarão um triângulo, que deverá ser rosa claro para o homem e azul para a mulher.

Para concluir, recite, pensando no(a) companheiro(a):

Tu és o que sou e eu sou o que tu és.
Flua neste instante. Venha para mim.

Repita a sequência por sete dias, preferencialmente no mesmo horário.

Entre os evangélicos, este Salmo é empregado para atrair prosperidade.

A importância do silêncio

O grande volume de informações faz com que estejamos também submetidos a ruídos de todos os tipos. Há vários artigos e pesquisas atestando que o grau de concentração e a qualidade do raciocínio lógico tem piorado entre as novas gerações.

O fato de lidarem simultaneamente com várias tarefas não implica afirmar que são mais capazes de lidar com problemas complexos: tem se provado justamente o contrário.

Por outro lado, em várias empresas, a meditação vem sendo empregada regularmente como meio de reduzir o stress do cotidiano e melhorar a eficiência dos funcionários ao longo de sua jornada de trabalho. É lógico que o lucro é a principal motivação e não necessariamente o bem estar.

Nuno Cobra, em depoimento sobre Airton Senna, dizia que ele era capaz de se concentrar antes de uma corrida a tal ponto que não ouvia nada mais que o silêncio interior. Ele era um vencedor, com uma enorme capacidade de superar desafios.

Qualquer ato verdadeiramente criativo começa com o silêncio, com o vazio interior. É a taça vazia pronta para receber a inspiração divina e ser preenchida com respostas e soluções inovadoras e diferenciadas. Do contrário, é a poluição sonora e visual a que estamos submetidos todo o tempo.

O místico que ora com fervor, busca este silêncio em seu próprio coração. Fecha-se em torno de si mesmo, desliga-se das amarras do tempo e do espaço para, por uma fração de segundo, obter a centelha da iluminação. Liberta-se assim de qualquer restrição que as coisas do mundo possam lhe proporcionar.

A oração, se conduzida com o coração, é uma meditação que pode levar ao silêncio interior. E como a Natureza não tolera espaços vazio, logo irá preenchê-lo com luz, sabedoria e conhecimento e, especialmente, com criação.

Este é o verdadeiro papel do Homem, da humanidade, ser co-criadora com Deus. Não é preciso ir a um mosteiro no cume de uma montanha para alcançar este estado. Dizia H. S. Lewis, Imperator da AMORC no atual ciclo, que conseguia se isolar mesmo estando no meio de uma multidão e assim encontrar a paz harmonizando com o Sanctum Celestial. Esta é mais uma maneira de se referir a uma espécie de Nirvana criativo.

O silêncio libertador é aquele que o coloca diante das possibilidades aterradoras da luz divina, aquelas que transcendem qualquer restrição imposta pelo mundo da matéria e da substância. E, num mundo voltado para o lucro, aponta o seu ser na direção das verdadeiras prioridades, do que realmente importa, diferenciando aquele ser das pessoas comuns.

Aos olhos dos outros, parecerá um gênio. Como foram Airton Senna e tantos outros, conhecidos ou anônimos.

Analogias da Crise

A crise econômica já se alastra há um bom tempo. Os noticiários estão recheados informações que evitam ser alarmantes. Porém, os reflexos de qualquer crise econômica são muito maiores do que a queda dos bancos e a perda de liquidez do comércio.
Desde que o início do século passado, o dinheiro é uma medida de energia individual. Quanto mais dinheiro um indivíduo possui, maior a sua capacidade de compra e, em tese, de alcançar a plenitude da felicidade. Tem acesso a bens e serviços de qualidade e permite-se usufruir de melhor qualidade de vida, para si e para os seus. Ou seja, tem mais energia, como acontece nos games (tem mais “vida”).

Paralelamente, há uma crise de geração de energia no planeta. Os combustíveis fósseis estão com os dias contados. É apenas uma questão de tempo para que outras formas de obter energia estejam naturalmente disponíveis. O conceito de energia renovável e suas implicações merece considerações detalhadas.

No meio empresarial, as empresas se fundem umas às outras para obter maior alcance e poder econômico. Os indivíduos se fortalecem na medida em que se unem em grupos e equipes, cooperando uns com os outros para maximizar o sucesso e, principalmente, para alcançar melhores resultados financeiros. O objetivo último é o benefício do lucro.
Em suma, o dinheiro (e sua analogia com energia) é o fim último.

Porém, o modelo monetarista atual está doente, é um paciente terminal e a estrutura financeira e consequentemente, todas as demais estruturas nela baseadas, como é o caso das estruturas sociais, em alerta vermelho há anos. Em breve, ruirão juntas como um jogo de dominó, em cadeia.

É desnecessário dizer que é preciso desconstruir este modelo. O dinheiro é apenas um artifício e, nesses tempos de o crédito virtual é um truque que corre o risco de se tornar apenas uma ilusão.

E onde se encontra a verdade? Qual é o mundo real? Os manifestantes diante do centro financeiro em NY são reais: estão desempregados e são vítimas da crise. Eles são os exemplos visíveis da falta de energia que assola o planeta. Porém, não podemos esquecer daqueles que já estão sem “energia” há muito tempo, que se encontram abaixo da linha de pobreza ao redor do mundo, inclusive no Brasil.

Protestos de Wall Street viram fenômeno global

O paradigma a ser quebrado parte de dentro e não de fora. Não dá para esperar por soluções vindas do exterior quando as respostas se encontram no íntimo de cada ser humano e, na sequencia, das comunidades e sociedades. Da mesma forma que a sociedade precisa se reorganizar, cada ser humano precisa, primeiramente, fazê-lo também. E da mesma forma que é preciso pensar em energias renováveis para a sobrevivência do planeta, deve-se fazer o mesmo para com o ser humano. Buscar o herói é lidar com a fonte da energia pessoal. É muito mais do que ir ao encontro de sua vocação. É ir ao encontro da comunhão com o “Deus em nós”.

Qual é o seu mito? Qual arquétipo está ligado a você? Joseph Campbell escreveu a respeito dos mitos e dos heróis, bem como, sua relação com o indivíduo. No entanto, a fase é outra, uma vez que não basta revelar o “deus” ou herói interior. É preciso que os deuses interiores se unam, do mesma maneira que as empresas, em grandes conglomerados (comunidades, sociedades), como fazem as abelhas e as formigas.

O indíviduo, diferente dos insetos, possui consciência e, principalmente, consciência de que tem consciência. Esta é a parcela humana que precisa ser desperta.

Antes que seja tarde: para o indivíduo e para o planeta.

Em busca do herói

Vivemos uma época de paradoxos.
Por um lado, a genialidade de alguns permite avanços tecnológicos notáveis, em todos os campos da ciência. Vive-se um limiar em que, muito brevemente, estaremos deixando para trás a utilização de combustíveis fósseis, substituídos por energias renováveis ou não poluentes.
Ao mesmo tempo, vivemos uma forte crise cambial, com efeitos devastadores nas economias de diversos países e pondo em risco alianças estratégicas. No outro lado do planeta, a China emerge como uma nova potência, embora com várias ressalvas de natureza social.
E na contramão desta parcela da humanidade, daquela que consome, encontramos populações inteiras sem acesso a benefícios básicos de alimentação e saúde, vivendo abaixo da linha de pobreza e dependendo de políticas sociais implantadas justamente pelos países que, atualmente, se encontram sem liquidez.

Sob a perspectiva individual, não há motivos para se alegrar. Na mesma medida em que despontam jovens de grande potencial e genialidade, em sua maioria, os jovens refletem a superficialidade e a trivialidade de motivações, interesses e conteúdo. Um pensamento se resume a 140 caracteres. Uma boa discussão não ultrapassa mil. Cada vez mais individualista, o ser humano depende paradoxalmente das redes sociais para se colocar no mercado ou para divulgar os seus produtos e serviços. Um avatar é, na verdade, uma segunda personalidade ou ainda, uma vida paralela, virtual e irreal que, por ser uma interface social, provoca igualmente relações não baseadas no concreto ou nos sentidos.

Acredito que a economia acabará encontrando um ponto de ajuste a médio e longo prazo, com políticas sustentáveis, por necessidade de sobrevivência, seja do planeta como da própria economia. Mas não tenho como afirmar o mesmo a respeito das diferenças sociais e muito menos, da falta de profundidade dos jovens. Temo pelo futuro de nossos filhos e netos. E principalmente, dos filhos e netos daqueles que não tem o que comer, não se encontram assistidos por políticas básicas de saúde e não tem acesso à educação.

Faltam heróis. Falta o herói interior. E talvez até o interesse em encontrar esse herói mítico dentro de si mesmo antes de ansiosamente buscá-lo no outro. O iluminismo e a revolução industrial colocaram o indivíduo acima do Universo e o sagrado, marginalizado.

Sob a ótica dos ciclos, sempre existem vários ocorrendo ao mesmo tempo. A recente conjunção entre Júpiter e Urano ocorreu com a oposição entre Júpiter e Saturno, envolvendo a polaridade Áries-Libra. O individual se confrontando com a cooperação e o coletivo, com predomínio do primeiro. Esta mesma combinação, entretanto, também possibilita uma reflexão sobre a relação de cada um com o outro, com o objetivo de transcender as fronteiras sociais ditadas pelas funções econômicas (as tais das classes A, B, C, etc…).
O herói interior é resultado do esforço no desenvolvimento e emprego de seus recursos e talentos. Muitas vezes, leva-se cerca de 30 anos para encontrar as referências que permitem o uso adequado das habilidades adquiridas por meio do aprendizado e da prática. Esforço exige concentração e dedicação, a visão de que tudo tem um tempo para amadurecer. Porém, o individualismo busca apenas resultados imediatos e, por isso mesmo, superficiais.
Enquanto a economia se defende com medidas protecionistas, o individuo se defende reforçando o seu castelo, competindo com todos, sem formar alianças, parcerias ou equipes de trabalho.
As grandes empresas, por outro lado, movidas por interesses econômicos, adquirem-se umas às outras formando grandes conglomerados. Aquele que estiver numa dessas empresas, estará no mercado de trabalho e poderá adquirir o que desejar, embora corra o risco de igualmente ser individualmente massacrado pelas pressões de metas ou resultados.
Qual a saída? A descoberta do herói pessoal para que cada um viva a sua estória de acordo com o seu mito, aquele impresso em sua carta astrológica e que resulta de suas próprias escolhas antes de encarnar neste mundo. Talvez tenha de se reprogramar em razão de novas prioridades e interesses, que o tornem auto-expressivo.
Ao estar alinhado consigo mesmo, seu maior prêmio é a felicidade. A felicidade de desenvolver-se plenamente a partir de seus próprios objetivos, de suas verdadeiras motivações e não aquelas impostas por uma sociedade economicamente orientada.
Para estar alinhado consigo mesmo, o indivíduo precisa conhecer-se a si mesmo, bem como os instrumentos que tem disponíveis para alcançar os seus propósitos. A onipresença divina se manifesta a partir da consciência interior. E esta é o melhor caminho para um mundo melhor.

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