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O que há de errado?

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Há algo muito estranho ou errado acontecendo com a humanidade

A democracia, um governo que em tese seria do povo e para o povo, transformou-se em pura demagogia alimentada pela propaganda. O sistema econômico ora vigente já se encontra falido, pois não atende à distribuição de renda e tem tornado os ricos ainda mais ricos. São as políticas governamentais assistencialistas que vem diminuindo as diferenças sociais.

Porém, como o número de trabalhadores efetivamente empregados (que pagam os seus impostos) diminui em todo os países, mais cedo ou mais tarde, não haverá dinheiro para redistribuir.

Manifestações populares ocorrm em vários locais do mundo, sempre com um grau de violência acima de qualquer bom senso. E não são apenas as classes menos favorecidas que se insurgem, pois entre os manifestantes, encontramos representantes de várias categorias sociais com uma característica comum: posicionam-se contra a autoridade e as decisões do governo eleito.

manifestacoes_2Ou seja, observamos um crise de representatividade.

Na Ucrânia, a decisão de não ingressar na Comunidade Europeia é o motivo para as cenas de guerra que vemos nas mídias: é o povo contra a polícia. No Egito, são também as minorias que vem se manifestado contra os resultados das eleições. Na França, os protestos são dirigidos ao presidente recém-eleito.

E no Brasil, especialmente em São Paulo e no Rio de Janeiro, os Black Blocks são uma minoria que se mistura aos manifestantes que, legítima e pacificamente se reúnem para defenderem seus pontos de vista. Presenciei a concentração no vão do MASP, absolutamente tranquila. Acompanhei o restante da manifestação através de três noticiários diferentes na Internet. Foi noticiado que um grupo de baderneiros se juntou à frente dos manifestantes que seguiam pacificamente pela Av. Brigadeiro Luiz Antonio. Foi este grupo que enfrentou os policiais diante do Theatro Municipal e,em seu na sequência, quebrou agências bancárias, concessionárias e algumas entradas de prédios em seu caminho até a Rua Augusta.

manifestacoes_3Quando chegaram  à Praça Roosevelt, onde queimaram um carro, estavam do lado de casa. Ouvimos o barulho das vidraças sendo quebradas a pouco mais de 100 metros de onde moramos. O helicóptero da polícia pairou durante cerca de uma hora sobre um prédio diante do nosso. Pouco antes, policiais de moto apreenderam pessoas que fugiam por uma rua pouco movimentada entre a Augusta e a Nove de Julho. Nesta mesma região, em junho do ano passado, manifestantes e policiais se confrontaram em cenas típicas do Iraque ou Síria.

E hoje, as notícias vem dando maior importância ao episódio onde um grupo de policiais atirou num suposto baderneiro.

Porém, minhas questões vão em outra direção:

  • manifestacoes_4Que ética é esta que minimiza os danos causados às propriedades privadas durante as manifestações? Com exceção da agência da CEF, todas as demais depredações atingiram bens particulares que não tem relação com o governo ou com a própria Copa do Mundo.
  • Os governantes vem sendo eleitos com margens apertadas, o que permite questionar a sua representatividade. Se não detém maioria, a “minoria” corresponde a uma parcela expressiva da sociedade. É o que ocorreu na Alemanha e também já está acontecendo no Brasil. Aí eu pergunto se não existe um outro modelo de governo mais representativo? Está claro que os atualmente existentes, mesmo diante de populações menores, não conseguem mais este feito.

Talvez o “buraco” seja mesmo mais embaixo, e estejamos mesmo precisando de uma ética unificadora, papel exercido anteriormente pela religião, igualmente pulverizada e sem força suficiente para agregar seja o que for.

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Manifestações pelo aumento das tarifas de ônibus

Hoje eu e minha família nos sentimos angustiados e aflitos com os eventos que ocorriam lá fora. Era cerca de 17:30 horas quando os manifestantes começaram o confronto com os policiais a poucos metros de nossa residência. Vários helicópteros sobrevoavam o local. Ouvíamos tiros, fogos, explosões e os gritos (palavras de ordem).

A uma dado momento, o barulho se intensificou e chegaram a subir na rua onde moramos. Jogaram o lixo das lixeiras foi parar na rua, talvez para servir de barricada e até ser incendiado, como víamos na TV. A um dado instante, assustada, minha mulher avisa que estavam subindo pela rua de trás, normalmente, um local isolado e tranquilo.

O grande objetivo era a Paulista, poucas quadras daqui. E para atingir este intento, aquela massa humana impedida pela polícia, quebrava o que via pela frente ou usava para atirar nos policiais. As cenas estão disponíveis na internet. Estamos numa região onde existem quase 30 hospitais, próximos à ligação Leste-Oeste, junto ao Centro da cidade. Próximo daqui, desembocam as Avenidas 23 de Maio e Nove de Julho, em direção ao Vale do Anhagabaú e à Avenida Prestes Maia. No horário do pico da confusão, cerca das 18:30 horas, estas vias costumam estar bem congestionadas, ônibus e metrô cheios das pessoas retornando aos seus lares.

Contudo, estes manifestantes, por quase seis horas, tomaram conta desta região central da cidade e impediam que as pessoas que nada tinham a ver com esta estória retornassem as suas famílias. São Paulo tem um pouco mais de 11 milhões de habitantes. Imagine que cerca de 5000 pessoas estivessem nesta manifestação e faça a conta para saber o percentual: menos de 0,05% da população prejudicando o direito de ir e vir de 99,95% que pagaram as tarifas e apenas desejavam retornar para os seus lares.

Quero deixar o meu ponto de vista: não sou contra nenhuma manifestação e eu mesmo já participei de várias. Também já participei de greves. Mas sou contra de qualquer manifestação que restrinja os direitos dos demais. E, quando a baderna se instalou, o que se viu entre os manifestantes foram atos de violência e vandalismo.

Depois que tudo se acalmou, a rotina da família voltou à normalidade, resolvi dar uma olhada no mapa dos Trânsitos e de São Paulo.

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O mapa acima corresponde ao horário programado em que os manifestantes se reuniam na Praça Ramos e considerado o início da manifestação de hoje. Trata-se de uma 4ª feira, dia de Mercúrio, na hora de Júpiter. Mal sinal, porque como um não “fala” com o outro, é um indicador de falta de entendimento. O fato de Sol e Júpiter se encontrarem na Casa VII já dá uma ideia de confronto, de adversários, especialmente considerando que Júpiter governa o Ascendente.

Ou seja, ideais vazios colocam os manifestantes como adversários da cidade. Ainda, Gêmeos é o signo zodiacal das vias públicas. Mercúrio, em Câncer, governado pela Lua em Leão é uma sugestão de que o povo já vinha enfrentando problemas (com algum bom humor e paciência) para se deslocar pela cidade. Mais cedo, houve uma greve dos trens.

Esta Lua, no entanto, separa-se de Marte e aplica-se ao Sol, sugerindo beligerância e conflitos, possivelmente sendo mal recebida pela população em geral. Também indica as várias prisões e incidentes envolvendo pessoas da imprensa (repórteres, fotógrafos, cinegrafistas).

Mas vamos juntar com o mapa da cidade de São Paulo. Uso um mapa ajustado cuja explicação completa pode ser encontrada no Site Constelar. Nele, encontramos Ascendente em Áries que, neste caso, não apenas sugere o pioneirismo e industrialização (locomotiva do país), mas também a sua independência com relação à federação (Revolução Constitucionalista de 1932). O lema da cidade é alusivo: “Conduzo, não sou conduzido”.

Nas Progressões Secundárias (Placidus), o Sol se separa de uma quadratura com Mercúrio e se aplica à Marte, ambos natais. Um bom indicador de assuntos sérios envolvendo as vias de transporte e o destaque que este evento acabou obtendo, inclusive na imprensa internacional.

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Observe que a Lua se encontra em oposição exata ao Marte Natal, clara indicação de confronto e do papel da polícia em conter os manifestantes exaltados. O signo da Lua, nestas condições, acrescenta a possibilidade de chamas abertas, como vimos pela TV.

Apesar de não se encontrar representado, o Ascendente da ocasião é Sagitário. Várias faculdades tiveram de suspender as aulas (e as provas) ao fechar as suas portas para não serem depredadas. Note que o Sol em Gêmeos, na Casa III Natal e VII do Trânsito indica esta oposição entre manifestantes e instituições de ensino superior.

Pergunta-se se era possível prever esta condição para a cidade. De certo modo, sim, uma vez que, seja nas Progressões Secundárias como nos Trânsitos, Marte se encontra forte e governando vários planetas importantes.

E justamente ao avaliar as Progressões Secundárias é que acredito que teremos ainda outras manifestações e greves ao longo do ano, contudo, de trabalhadores e não de vândalos e desocupados que não andam de transporte público.

Olhando nos olhos, tem mais brilho

Na Era da Comunicação em tempo real, faço-lhe a pergunta: a quantas anda a sua comunicação real?

Nas ruas, parece que todos se falam através do celular. Você entra numa loja qualquer, num restaurante ou numa fila e, o que mais se vê são pessoas se falando, ligando para um conhecido ou conhecida. Sem falar no SMS… Ah, enviar uma mensagem breve para alguém é se manter em contato, bastam poucas palavras.

Nas redes sociais não faltam mensagens de auto-ajuda e incetivo a um mundo melhor. Mas o que você vê, no mundo real do face a face é bem diferente da realidade da comunicação em massa que uma rede social lhe permite.

Qual é a sua atitude quando você se encontra diante de uma pessoa com a qual costuma conversar habitualmente pelo celular ou internet? Especialmente se não existe um motivo especial para estar com ela? E ainda, quanto tempo dura a conversa entre vocês? O tempo de uma ligação?

Conversar pessoalmente evita aquele pedido de desculpas pelo e-mail tão longo…

A Era da Comunicação é também a Era do Foco e da Objetividade, não há tempo para perder. Por isso, não há mais aquela longa conversa entre amigos(as) sob uma árvore. As crianças se juntam para estudar (foco na prova) e, muitas vezes, quando brincam, ficam horas diante de uma TV jogando videogames, concentrados… não é preciso conversar…

Muito cedo, os jovens já se focam na preparação para o vestibular. No meu tempo, nós nos preocupávamos apenas no final do 2º grau. Hoje, a segunda metade do ensino fundamental já tem este objetivo. “Mamãe, estou indo para a casa do fulano!”, diz a criança ao celular.

E quanto aos relacionamentos? Sonhar dispensa palavras… mas é preciso combinar as vontades e os desejos, fazer planos, acertar como cada um contribuirá para atingi-los. Ou apenas expressar uma alegria. Ao vivo, olhando nos olhos, sempre tem mais brilho.

Por onde vai a cidadania?

Hoje pela tarde eu me deparei com uma declaração inusitada, ao menos para este início de século XXI, no Brasil, onde a espiritualidade do cidadão é muitas vezes ambígua. Um dos candidatos à prefeitura de São Paulo declarou que seria bom ter uma Igreja em cada quarteirão da cidade (http://tinyurl.com/brv7erk). Sabe-se que ele é evangélico e membro da IURD. A campanha de Russomano está baseada na recuperação da cidadania. Conseguiria atingir seu objetivo através desta ação?

Duas outras notícias me chamaram a atenção ao longo dia. A FGV divulgou que a elevação da escolaridade reduz o trabalho informal (http://tinyurl.com/8omdxbr). A meu ver, escolaridade e trabalho são as melhores maneiras de recuperar a cidadania e a dignidade de seja lá quem for, uma vez que torna o indivíduo e sua família participantes e integrantes da sociedade na qual vivem.

Não se trata de criticar o papel das Igrejas, uma vez que muitas delas investem forte na educação, desde a pré-escola até a universidade. Entretanto, como o candidato colocou, parece que ficar orando é o suficiente para tirar as pessoas da marginalidade social e integrá-la no mercado de trabalho.

Na Alemanha, seu ministro da economia defendeu hoje de que os alemães deveriam se aposentar aos 80 anos (http://tinyurl.com/987and3). Não dá para comparar a qualidade de vida que a maior parte dos idosos tem por lá com aquela que é permitida aos idosos brasileiros.

Acredito que uma pessoa que se escolarizou terá melhores condições de vida à medida que sua idade avançar do que uma que deixou a sua vida nas mãos de uma Igreja.

Nova Era e Transformação

Por onde começa a transformação pessoal? Pelo objetivo. A grandiosidade do objetivo determina a força que será adicionada à intenção de buscar ser o melhor de si mesmo, acima de todas e quaisquer limitações.

A fé é um importante fator impulsionador, pela catarse que provoca nas pessoas, especialmente quando em multidões. Mas não é o único vetor que pode levar à transformação individual: um casamento ou a chegada dos filhos são razões fortes que mudam o comportamento da maior parte das pessoas. Para alguns, atingir o primeiro milhão de dólares é um motivo de transformação tão bom quanto outro qualquer.

No entanto, quando nos referimos a essa tal transformação, o que normalmente nos vem à mente é a transformação espiritual, embora a grande parte dos indivíduos não saiba bem do que se trata. Ouço esta estória ou versões dela há mais de 30 anos, numa espécie de magia da Nova Era (que deve chegar de fato em cerca de 150 anos, segundo dados astronômicos do Observatório de Paris). E nada mudou além da diversidade de nomes que são dados às mesmas técnicas que existem a milênios.

Lee Lehman diz que o que caracteriza uma Nova Era é um revivalismo de crenças que existiam em tempos anteriores, uma espécie de romantismo. Relaciona várias épocas em séculos anteriores em que houve uma “Nova Era”. Se este conceito for levado mais à fundo, percebe-se que a existência de uma “Nova Era” assinala uma insatisfação com o momento atual da existência do ser humano ou até, uma espécie de vazio interior. Bem, até onde sabemos, este “vazio” é inerente da própria natureza humana, qualquer que seja a civilização que pertença e, graças a ela é que surgem os focos de progresso, notadamente no campo do pensamento (Filosofia e Metafísica).

Assim, a Gnose (destituída aqui de qualquer sentido religioso) é ainda o melhor caminho para esta transformação pessoal e Jung construiu um arcabouço respeitável para que cada um pudesse chegar ao seu destino. Suas palavras são difíceis, seu pensamento é complexo, diferentemente das falas e parábolas dos líderes religiosos dos diversos tempos. Porém, voltaram-se para públicos diversos. A religião parece ter mais eco entre as classes economicamente menos favorecidas, em que o inconformismo e o vazio (até a fome) são motivos mais que suficientes para cuidar da transformação pessoal para uma próxima vida, uma vez que esta parece estar condenada.

Entre as classes mais favorecidas, nota-se que é o intelecto que precisa estar primeiramente satisfeito antes de iniciar a transformação de fato. Certos “porques” tem de ser tornados óbvios, lógicos e lúcidos, não basta uma fala bonita.

Será mesmo? Até esta premissa é questionável à luz das redes sociais. Apesar do enorme número de indivíduos que fazem parte destas redes sociais, aglutinando-se em grupos de amigos ou ideias, permanece a sensação de vazio através das frases de auto-ajuda ou pensamentos bonitos, sem a efetiva contraparte em ação transformadora.

Por outro lado, há muitos obreiros (a maior parte deles, pessoas comuns e anônimas), que realizam o seu trabalho em relativo silêncio. Em seus processos de transformação, percebem o quanto estão inseridas nos grupos sociais dos quais fazem parte, como a família e círculo de amizades. Na medida em que se empenham por si, estendem a sua ação transformadora às pessoas que os cercam, como missionários. Suas atitudes são mais importantes que suas palavras e por isso mesmo, acabam causando o impacto desejado junto àqueles com os quais convivem.

É o efeito da vela no quarto escuro: sozinha, tem o poder de iluminar muito em razão da escuridão ao seu redor. Mas, se esta escuridão à sua volta é ainda muito forte e você ainda não conseguiu luz suficiente, não desista… Há vários de nós em busca de uma melhor conexão com que permita a sustentação e o combustível para que estar transformação espiritual ocorra de fato.  Portanto, mantenha a fé em seu objetivo, pois ele vale a pena.

Simplicidades e complexidades

Que tempos paradoxais…

Por um lado, a busca frenética de informação, de saber como funciona ou como fazer funcionar. Por outro, o conhecimento em geral é tratado com uma superficialidade ímpar. Temas de pesquisa são tratados num nível de detalhamento nunca vistos. Porém, há uma parcela expressiva de pessoas que apenas quer respostas rápidas, sem qualquer profundidade e, muitas vezes, até destituídas de sentido.

Coexistem indivíduos com uma capacidade aguçada para pensar, que sabem fazer as perguntas certas e por isso, vão em busca das respostas que as correspondem. Outras, limitam-se a curtir o verniz de palavras bem escritas ou combinadas, sem refletir em seu significado.

Este processo não é novo, iniciou-se nos anos oitenta, a partir da tendência de simplificar saberes para que se tornassem acessíveis e populares. Os resultados estão sendo colhidos após trinta anos.

Há mais paradoxos: desde que o Homem se tornou o centro do Universo, nunca a aparência foi cultuada e valorizada. A psicologia, a psiquiatria e as neurociências tem praticamente respostas e tratamento para todas as questões. A estética e o consumo, entretanto, são prioritários em relação ao bem estar, do diálogo sadio consigo mesmo. O consumo é muitas vezes uma fuga para traumas que surgiram em algum momento da vida.

O Iluminismo, ao colocar o Homem no centro de se destino, afastou Deus de si, relegando-o a um papel desnecessário na Natureza. Com isso, o indivíduo distanciou-se de si mesmo, por não contar com nenhuma referência exterior. Ao invés de buscar dentro de si, preencheu o vazio com status e bens que permitissem uma aparência de bem estar.

E foi entre as classes sociais menos favorecidas que os movimentos carismáticos tiveram uma grande expansão. Colocados à margem do consumo, buscam em Deus a solução de seus problemas e a resposta para questões que a elite não consegue atender.

A Cabala, uma corrente mística que despontou entre os judeus, por suas complexidades, virou tema para poucos. O mesmo ocorre com a Astrologia e outras Artes antigas. Embora religião, Cabala e Astrologia sejam temas bem distintos, tem em comum a busca de si mesmo através da integração com um todo maior. Mas parece que isso ficou absolutamente fora de moda. É preferível correr atrás do primeiro milhão de reais do que evoluir espiritualmente nesta vida pensando nas vidas vindouras.

Felizmente, as maiores verdades são simples e muitas vezes óbvias. Na Cabala, basta olharmos para o próprio corpo para compreendermos o seu funcionamento; na Astrologia, é só contemplar o movimento dos astros num céu pontilhado de estrelas. A religião, antes de se tratar de um sistema de ética social é antes de tudo, um método simples, valioso e eficaz de olharmos para o nosso próprio futuro a partir de nosso presente. E deixar que o Espírito faça o resto…

É verdadeiramente mais simples. Experimente olhar mais para o céu.

Páscoas

Diversas tradições e costumes se fundiram até chegarmos à celebração da Páscoa que hoje conhecemos.

Entre os judeus, encontramos diferentes maneiras de celebrar a Páscoa, antes e após o Êxodo. Porém, o costume que prevaleceu foi aquele que recorda a libertação do Egito.

Na Páscoa, o Sol costuma se encontrar próximo de sua Exaltação (19º de Áries), correspondendo ao início do calor, como era percebido pelos povos do Hemisfério Norte. Encontramos costumes associados às suas deusas da fertilidade (Easter/Ostern/Ishtar). E destas tradições que vem a tradição de pintar os ovos.

A Páscoa dos judeus antes do Êxodo tinha conotações semelhantes àquelas dos povos da Europa e Oriente Médio. Tratavam-se duas festas, uma de cunho agrícola e outra pastoril (Festa do Pão Ázimo e Festa do Cordeiro Pascal, respectivamente). Posteriormente, essas celebrações foram reunidas numa única e adaptadas ao novo simbolismo que passaram a representar após a saída do Egito.

Assim, podemos destacar alguns elementos importantes para esta época atual:

As Festas do Pão Ázimo e do Cordeiro Pascal e o Pessach tem uma relação direta com o Egito e a escravidão. Graças a Iahveh, o povo judeu foi liberto do opressor e pode seguir o seu destino. Assim, refere-se à libertação da escravidão e travessia em direção à Terra Prometida.

Os povos nórdicos celebravam Easter/Ostern/Ostara, associado à Deméter e ao início da Primavera. Comemoravam o renascimento, a vida que se renova a cada ano. Por isso a tradição de pintar ovos, até chegarmos ao moderno ovo de Páscoa, feito de chocolate.

A Páscoa cristã ganhou novo significado com a ressurreição de Jesus, quando mergulhou no reino dos mortos, libertou diversas almas e retornou em corpo glorioso.

De certa forma, sob uma ótica judaico/cristã, a associação coma  libertação é clara e definida. Entretanto, não se pode deixar de lado seu significado com os ciclos naturais da Terra e o retorno do calor e a Primavera (no Hemisfério Norte).

A maior proposta da Páscoa é a vitória sobre o frio e a morte, sobre a pobreza e a falta de alimentos depois de um longo período de inverno. A ressurreição de Jesus trouxe ainda um elemento novo: seu sangue derramado na cruz. É através dele que nos tornamos fortes para enfrentar os desafios da vida, enquanto que nos tornamos “um com Ele”. Seu sangue nos purifica dos pecados, nos livra da velha natureza e nos assegura a vitória sobre Satanás.

Quando estiver entre seus familiares ou saboreando um ovo de Páscoa, tente se lembrar dos significados mais profundos desta data.  E se puder, teça alguns comentários com os seus. Do contrário, esta data acabará sendo lembrada apenas pelos ovos.

Motivação e Fé

Porque há tanto cursos motivacionais nos últimos 20 anos?

Olhe para dentro de si mesmo e faça-se esta mesma pergunta… Motivação e fé são complementares. Motivação vem de dentro, requer autoconfiança, uma auto-imagem forte (ou adequada) que leve a sonhos e interesses que estejam alinhados com os seus propósitos.

Mas a fé vem de fora, é uma crença em algo ou alguém maior que você que lhe trará forças quando as suas lhe faltarem. Pode ser num amuleto, numa entidade divina ou numa força mágica.

A fé incendeia e estimula a motivação. Geralmente, ambas são irracionais e aí começa a razão pela qual são precisos tantos cursos para que você se sinta forte e motivado para atingir, não as suas próprias metas, desejos ou sonhos, mas geralmente, aquelas da empresa da qual você faz parte. Por outro lado, ainda mais irracional, é a fé. Acreditar em algo que não se vê e cuja existência é questionada é ainda mais ilógico.

Na verdade, a falta de fé da Humanidade levou à perda da motivação, tomada tanto individual como coletivamente. A mente mecanicista ainda exerce forte influência nos indivíduos e os levam a caminhar a esmo pela vida.

A fé é louca e o lugar dos loucos é isolados do mundo. Mas são os loucos que vislumbram possibilidades onde ninguém mais as enxerga. São os loucos que desafiam o sistema de crenças e dogmas, apresentando alternativas e soluções impensadas. Justamente por serem loucos.

Sem motivação, não há sequer o que perguntar. Sem fé… sem vida. E a existência se torna vazia.em diferentes… ou loucos. Sua fé alimenta a motivação de encontrar respostas.

A rara combinação entre fé e motivação tornou Ayrton Senna o campeão que conhecemos.

Atração e Amor

As maiores crises pessoais que a nossa cultura vive hoje em dia deriva dos relacionamentos ou de sua falta. A sociabilidade bem como, a necessidade de manifestar e expressar os sentimentos em base de troca, reciprocidade e cumplicidade é a maior deficiência da nossa atual sociedade mecanista.

Atendo regularmente a pessoas através da Astrologia e do Tarot e mesmo que este tem não surja como o principal, acaba sempre sendo um enfoque importante. No caso do Tarot, é prioritário. Escrevi um artigo, O que esperar em 2012, onde abordo os principais tópicos e tendências para este ano. Especialmente no primeiro semestre, a ênfase recairá sobre as comunicações, a troca de informações e os assuntos intelectuais. Portanto, favorece a sociabilidade em geral, mas não aos sentimentos. E em outubro, com o ingresso de Saturno em Escorpião, apenas os sentimentos profundos e devidamente enraizados não passarão por dificuldades.

No entanto, cada um continuará a viver dentro de si a força do Amor. É o Amor que atrai para junto de si o que tem valor. A Criação, operada por Deus, é um primeiro ato de Amor, uma vez que nem era necessária. A maior parte dos filhos vem ao mundo por meio de uma relação de amor entre duas pessoas. É igualmente o Amor que nutre a essência daquele ser que um dia se tornará uma pessoa adulta, disoutando espaço com os demais num mundo cada vez mais superficial.

E justamente por sua superficialidade é que o Amor, que precisa de calma, tranquilidade e serenidade para se expressar com ternura através de um carinho, uma troca de olhares ou palavras de apoio ou afeto, que a sociedade se encontra em crise de Amor. A superficialidade é própria da informação, do intelecto e da mente, que tem pressa. Mas é inimiga do Amor. a pressa destrói o Amor na medida em que não oferece tempo para que um possa conhecer ao outro. E a superficialidade não dá tempo também para que as pessoas possam se tocar como resultado da atração que mutuamente se exercem. Aí, fica-se nas paixões, ardentes e incendiárias, mas que satisfazem apenas enquanto acesas. Mas enquanto o Amor subsiste, as paixões se apagam facilmente à menor contrariedade. O Amor se adapta, é maleável. A paixão é individualista, na medida em que busca um prazer instantâneo.

Portanto é preciso desacelerar. Amor é compartilhar o seu existir com o existir de outra pessoa. Não há o que compartilhar se você estiver vazio. Por isso que o primeiro passo é, no silêncio interior, descobrir em profundidade o que você realmente é. Esta é a única maneira sensata de descobrir o que você realmente tem a oferecer e como fazê-lo. Sempre haverá Amor dentro de si, mas se você estiver vazio, em sua relação com o outro, você estará expressando a sua ansiedade e não um Amor verdadeiro.

Esta é uma das razões pelas quais algumas pessoas atraem apenas parceiros(as) errados, com os quais surgem conflitos que resultam em separações. O Amor sempre atrai as pessoas certas, numa relação biunívoca, de encaixe. “Ah… mas eu amo o fulano e ele não me dá a menor atenção…” Não há atração neste caso, e é muito provável que quem diz estar amando vive uma paixão, fruto de uma necessidade. Por mais forte e intenso que seja o Amor, a reciprocidade e a troca de energias resultante opera num clima de harmonia e serenidade.

De fato, não se vive sem Amor. Porém, lembre-se, o verdadeiro Amor precisa de tempo para se fortalecer (afinal, somos humanos). Mas uma vez instalado, só traz boas vibrações e acontecimentos, para ambos. E só atrai o bem, porque amar só faz bem.

Descobrir-se a si mesmo é a maneira mais rápida e fácil para se abrir para um Amor verdadeiro e espontâneo.

 

Onde você está?

Paradoxo: trocam-se mensagens positivas nas redes sociais ao mesmo tempo em que ocorrem todos os tipos de violências nas ruas. Pelo mundo afora, a fome e a miséria continuam existindo como fantasmas bem vivos, agora, também nos quintais da América e Europa.

A crise vivida pela humanidade é muito maior que aquela da escassez dos recursos naturais.

Trata-se de uma verdadeira crise de CONSCIÊNCIA: o ser humano esvaziou-se…

A humanidade perdeu o seu rumo, não sabe para onde vai, qual o seu destino. Filósofos como Sócrates e Platão, gênios como Vinci, Galileu ou Newton não tem mais encarnado neste mundo. Ainda surgem indivíduos como Steve Jobs, que já foi para outros planos. Mas a humanidade entrou em fase de anonimato, na era dos pseudônimos, nicks e avatares, onde o virtual ocupa mais tempo e espaço que o real.

Aí, num mundo de fantasias, cada um vive mais as suas próprias, compartilhadas pela rede, do que tentar torná-las reais neste mundo.

Desafio: descobrir quem você é verdadeiramente.Para isso, você precisa saber qual é o seu destino e como ele se liga com aquele da humanidade, uma vez que não estamos dissociados dela.

O mundo real é aquele do trabalho e das contas a pagar. Ou ainda, das relações e responsabilidades familiares, mas também, do lazer e da brincadeira. No mundo verdadeiro, temos de andar de vidros fechados para evitar assaltos nas ruas e avenidas. Mas é neste mesmo mundo que existem muitas ações positivas de pessoas, grupos e organizações em prol dos menos favorecidos.

Ah! Sonhar é muito bom e importante! Pois são os sonhos que permitem o progresso da civilização.

Mas sem a contrapartida da evolução humana, ela se torna vazia, oca e por isso mesma, efêmera: um mundo do faz de conta…

De certa forma, faltam até líderes e heróis. Porém, o tema é mais denso: falta conexão com o seu verdadeiro eu.

 

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