Manifestações pelo aumento das tarifas de ônibus

Hoje eu e minha família nos sentimos angustiados e aflitos com os eventos que ocorriam lá fora. Era cerca de 17:30 horas quando os manifestantes começaram o confronto com os policiais a poucos metros de nossa residência. Vários helicópteros sobrevoavam o local. Ouvíamos tiros, fogos, explosões e os gritos (palavras de ordem).

A uma dado momento, o barulho se intensificou e chegaram a subir na rua onde moramos. Jogaram o lixo das lixeiras foi parar na rua, talvez para servir de barricada e até ser incendiado, como víamos na TV. A um dado instante, assustada, minha mulher avisa que estavam subindo pela rua de trás, normalmente, um local isolado e tranquilo.

O grande objetivo era a Paulista, poucas quadras daqui. E para atingir este intento, aquela massa humana impedida pela polícia, quebrava o que via pela frente ou usava para atirar nos policiais. As cenas estão disponíveis na internet. Estamos numa região onde existem quase 30 hospitais, próximos à ligação Leste-Oeste, junto ao Centro da cidade. Próximo daqui, desembocam as Avenidas 23 de Maio e Nove de Julho, em direção ao Vale do Anhagabaú e à Avenida Prestes Maia. No horário do pico da confusão, cerca das 18:30 horas, estas vias costumam estar bem congestionadas, ônibus e metrô cheios das pessoas retornando aos seus lares.

Contudo, estes manifestantes, por quase seis horas, tomaram conta desta região central da cidade e impediam que as pessoas que nada tinham a ver com esta estória retornassem as suas famílias. São Paulo tem um pouco mais de 11 milhões de habitantes. Imagine que cerca de 5000 pessoas estivessem nesta manifestação e faça a conta para saber o percentual: menos de 0,05% da população prejudicando o direito de ir e vir de 99,95% que pagaram as tarifas e apenas desejavam retornar para os seus lares.

Quero deixar o meu ponto de vista: não sou contra nenhuma manifestação e eu mesmo já participei de várias. Também já participei de greves. Mas sou contra de qualquer manifestação que restrinja os direitos dos demais. E, quando a baderna se instalou, o que se viu entre os manifestantes foram atos de violência e vandalismo.

Depois que tudo se acalmou, a rotina da família voltou à normalidade, resolvi dar uma olhada no mapa dos Trânsitos e de São Paulo.

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O mapa acima corresponde ao horário programado em que os manifestantes se reuniam na Praça Ramos e considerado o início da manifestação de hoje. Trata-se de uma 4ª feira, dia de Mercúrio, na hora de Júpiter. Mal sinal, porque como um não “fala” com o outro, é um indicador de falta de entendimento. O fato de Sol e Júpiter se encontrarem na Casa VII já dá uma ideia de confronto, de adversários, especialmente considerando que Júpiter governa o Ascendente.

Ou seja, ideais vazios colocam os manifestantes como adversários da cidade. Ainda, Gêmeos é o signo zodiacal das vias públicas. Mercúrio, em Câncer, governado pela Lua em Leão é uma sugestão de que o povo já vinha enfrentando problemas (com algum bom humor e paciência) para se deslocar pela cidade. Mais cedo, houve uma greve dos trens.

Esta Lua, no entanto, separa-se de Marte e aplica-se ao Sol, sugerindo beligerância e conflitos, possivelmente sendo mal recebida pela população em geral. Também indica as várias prisões e incidentes envolvendo pessoas da imprensa (repórteres, fotógrafos, cinegrafistas).

Mas vamos juntar com o mapa da cidade de São Paulo. Uso um mapa ajustado cuja explicação completa pode ser encontrada no Site Constelar. Nele, encontramos Ascendente em Áries que, neste caso, não apenas sugere o pioneirismo e industrialização (locomotiva do país), mas também a sua independência com relação à federação (Revolução Constitucionalista de 1932). O lema da cidade é alusivo: “Conduzo, não sou conduzido”.

Nas Progressões Secundárias (Placidus), o Sol se separa de uma quadratura com Mercúrio e se aplica à Marte, ambos natais. Um bom indicador de assuntos sérios envolvendo as vias de transporte e o destaque que este evento acabou obtendo, inclusive na imprensa internacional.

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Observe que a Lua se encontra em oposição exata ao Marte Natal, clara indicação de confronto e do papel da polícia em conter os manifestantes exaltados. O signo da Lua, nestas condições, acrescenta a possibilidade de chamas abertas, como vimos pela TV.

Apesar de não se encontrar representado, o Ascendente da ocasião é Sagitário. Várias faculdades tiveram de suspender as aulas (e as provas) ao fechar as suas portas para não serem depredadas. Note que o Sol em Gêmeos, na Casa III Natal e VII do Trânsito indica esta oposição entre manifestantes e instituições de ensino superior.

Pergunta-se se era possível prever esta condição para a cidade. De certo modo, sim, uma vez que, seja nas Progressões Secundárias como nos Trânsitos, Marte se encontra forte e governando vários planetas importantes.

E justamente ao avaliar as Progressões Secundárias é que acredito que teremos ainda outras manifestações e greves ao longo do ano, contudo, de trabalhadores e não de vândalos e desocupados que não andam de transporte público.

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About Henrique

Artista, pesquisador, inquiridor, buscador.

Posted on 14 de Junho de 2013, in reflexão and tagged , , , . Bookmark the permalink. 1 Comentário.

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